Robótica

Esse curso faz parte de um projeto que visa introduzir um grupo de alunos do 9o ano no mundo da programação de computadores e robôs. A proposta é utilizar os recursos computacionais da plataforma Arduino Uno para aprender lógica de programação e fazer uso desse conhecimento para solucionar e resolver problemas. O objetivo é que os discentes aprendam os fundamentos da programação para que sejam capazes, caso decidam, a continuar se aprimorando nessa arte. Pesquisando na internet ou através de outros meios, espera-se que os egressos do cursos sejam capazes de se aprimorar de forma autônoma e independente, logo, a proposta é fornecer os primeiros passos para tornar possível que eles continuem avançando nos estudos. Vale salientar que além adquirir uma habilidade extra, aprender a programar, a experiência de programar computadores auxilia na fixação dos conteúdos desenvolvidos na escola e favorece o aprendizado, o que é mais um ponto a favor para que seja ensinado. (Para saber mais sobre a plataforma Arduino, click no botão  “O que é o Arduino” logo abaixo).

Durante o desenvolvimento do curso se prevê experimentações que iniciam com operações simples (acender e apagar um led, por exemplo) que se tornam cada vez mais sofisticadas e complexas. Dessa forma os alunos aprendem a cada aula  um novo recurso que é imediatamente utilizado para a solução de um problema. Com essa sucessão de experiências, eles vão aumentando o seu repertório de recursos e espera-se que eles incorporem aos novos desafios os conhecimentos e soluções que foram desenvolvidos nas etapas precedentes. A proposta é que os alunos aprendam enquanto praticam, ou seja: aprendam fazendo. (Click no botão “Programa”  para ver as atividades que estão propostas para curso).  

Com o curso os alunos também aprenderão muito mais do que simplesmente “programar”. Dentro da dinâmica “solucionar problemas com o uso de recursos computacionais” está implícito dividir um problema complexo em suas múltiplas partes (analisar), identificar diferenças, recorrências e regras mais gerais (abstrair), e, por último, reunir todas essas partes num todo (sintetizar). Há de se considerar, ainda, que “ensinar o computador a fazer alguma coisa” implica em refletir e desenvolver métodos para fazer aquilo que se quer que seja feito (competência procedimental). Tudo isso impõe que se mobilize conhecimentos que atravessam todas as áreas do saber e ainda conduz a uma visão diferente sobre o mundo que lhe cerca. Esse esforço acaba aprimorando habilidades e dão significado ao que se aprende nas diversas ciências e artes ensinadas na escola. Através desse encadeamento de relações alcança-se as chamadas “Aprendizagens Significativas”, um dos objetivos perseguido pelos educadores. (Click no botão “Ensine seu Computador” para assistir o vídeo da programae.org.br que reúne alguns argumentos que justificam o ensino da programação).

Mitchel Resnick, pesquisador do MIT (Massachusetts Institute of Technology – uma das universidades mais prestigiadas dos USA), defende que saber programar é de importância fundamental para qualquer cidadão e também um grande auxiliar para educação. Nas palavras dele: “aprender a programar, programar para aprender”.

Resnick compara a habilidade de programar computadores a de escrever e afirma que aqueles que não sabem programar hoje, estão em condições semelhantes àqueles que não sabem escrever. Conforme ele, saber operar um computador não é suficiente para vida, pois os operadores de computador são apenas “consumidores” de programas prontos que não têm capacidade de avaliar os limites e possibilidades daquilo que um computador é capaz ou não de fazer. Ele reconhece que nem todo o cidadão irá se tornar um programador profissional, mas contra-argumenta que nem todo cidadão é um escritor profissional e nem por isso as pessoas contestam sobre a validade de “saber escrever”. Portanto, de acordo com Resnik, saber programar nos dias de hoje é uma condição necessária para o exercício da cidadania, algo que não se pode deixar de aprender. (Click no botão “Ideias que Devemos Espalhar” para assistir ao vídeo onde próprio Resnick expõe suas ideias. Click também em “Por que Aprender a Programar” para ver a matéria da revista Exame sobre a importância de saber programar computadores).   

Para concluir, vale mais uma vez reforçar que a meta do curso não é formar programadores ou construtores de robôs, mas proporcionar aos alunos a compreensão da lógica que rege a programação dessas máquinas para que eles consigam aprender e se aprimorar mais nessa arte. Aqueles que se interessarem pela profissionalização na área, poderão seguir pela carreira de Técnico em Eletrônica ou Mecatrônica no Ensino Médio, um dos itinerários possíveis nessa modalidade de ensino de acordo com o Novo Ensino Médio, ou, ainda, as carreiras de engenharia da área quando chegarem ao Ensino Superior. Portanto, além das vantagens que já foram citadas, participar do curso poderá proporcionar uma boa orientação para futuras carreiras profissionais. Seja qual for o caso, compreender como funcionam essas máquinas e como elas são programadas constitui-se em um conhecimento útil para a vida, independentemente de qual for trajetória futura do aluno. No botão “Cientistas da Computação” abaixo estão os depoimentos de alguns profissionais da área que  tratam sobre como iniciaram suas carreiras na computação. No botão “O que É Ciência da Computação” há uma breve exposição sobre essa carreira. Vale a pena assistir e refletir.