Nossa Proposta

“Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.” (Paulo Freire)

Paulo Freire é a nossa inspiração enquanto educadores. Assim como ele, entendemos que conscientizar os sujeitos é a nossa principal missão, pois somente um sujeito consciente é capaz de agir no mundo para transforma-lo.

Somos contra qualquer tipo de doutrinação. Venha ela das direitas, que trabalham pela manutenção das condições injustas em que vivemos, venha ela das esquerdas, que tentam impor uma visão única de mundo. Nosso papel é orientar o educando para que ele decida (autonomamente) sobre aquilo que realmente lhe convém.

Não somos os donos da verdade e pouco sabemos sobre os caminhos que conduzem a ela.  Damos alguns palpites, nos arriscamos a apontar para algumas direções onde se poderá encontra-la e acreditamos que a nossa ciência, a História, pode ser uma boa conselheira para apontar esse rumo.

Na procura pela verdade, não estamos na posição de guia. Compartilhamos um pouco do nosso conhecimento e enquanto compartilhamos aprendemos bem mais que ensinamos. Nossos educandos e demais pessoas que cruzam nosso caminho são os nossos mestres. São eles que nos ajudam a nos tornar “gente”. Afinal, como dizia o Velhinho (Freire), é a incompletude que nos torna humanos. É da natureza humana nunca estar “completo”. Sempre haverá algo a aprender e todos tem algo a ensinar. Essa é a ideia que está no topo dessa página e que pauta a nossa atuação de docentes.

Acreditamos também que o conhecimento não é um dado a priori, mas sim uma coisa que se constrói. Tal como Freire, defendemos que é na interação  entre os sujeitos (no diálogo) que o aprendizado é construído. O conhecimento não sai da cabeça do professor “sabichão” para a do aluno ignorante. Ele é concebido na interface de troca entre esses dois.

No fim desse diálogo entre professor e aluno, ambos têm de ser transformados, pois uma educação que não transforma não tem sentido de existir.  Sem mudança, tem-se o que Freire chamava de “educação bancária”. Inútil e desprovida significado. Para que serve uma educação que não transforma seus sujeitos? A educação para ser efetiva tem de ser transformadora, significativa e integral

Essa é síntese do que pensamos e é essa a educação que professamos. Uma educação que transforme: Que seja capaz de transformar o aluno para que ele queira e seja capaz de transformar o mundo. Obrar por mundo melhor é a obrigação de todo cidadão. Vamos fazer a nossa parte!

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